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sábado, 8 de julho de 2017

nota sobre O planeta dos macacos



Um casal de namorados vagueia pelo espaço quando se depara com uma garrafa, à moda antiga, com um manuscrito dentro, escrito por Ulysses Mérou, que conta sua louca viagem.

Ulysses um cientista e um médico, vão parar no sistema de Betelgeuse. Lá, encontram um planeta de estranha semelhança com a Terra, e, em primeiros instantes, habitado por humanos. Mas não humanos comuns, humanos selvagens, não civilizados, nus e desprovidos de inteligência avançada.
Mas não são humanos que reinam nesse planeta. São os símios, os macacos que regem tudo por ali. Ulysses é capturado em uma caça e levado para um laboratório, junto com outros humanos, para ser estudado.

Pierre Boulle faz, de forma fantástica em 1963, reflexões completamente atuais no século XXI. O que caracteriza uma espécie ser civilizada e a outra não? Diálogos, a capacidade de um raciocínio lógico, o uso de vestimentas, demonstrar compaixão, inteligência? De forma sutil, mostra a caça em sua maneira mais selvagem, mas agora impactando-nos; troca o lugar do agressor e do capturado. Macacos caçam humanos, se gabam de suas conquistas e seus feitos, familiar?
Testes em animais, é aceitável porque não temos uma forma de entendê-los? Porque não têm uma alma como nós?

Li em um dia, talvez pelos motivos errados, mas sei que a história me prendeu e me fascinou de uma forma maravilhosa e sutil.
 10/10
mas esse livro não tem orelha e a capa fica aberta o tempo todo
aaaa

Até mais,
Aline

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