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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Coisas que vêm e que vão



Aquela flor vermelha que sorri para você na estrada, um pássaro que canta logo ao acordar, o Sol que lhe deseja bom dia, o livro que se abre, um coração que começa a bater, uma tela em branco, um par de olhos que brilham, amores correspondidos, um sorriso surgido das sombras,

A amizade que um dia foi o que jamais voltará a ser, o café que esfriou, o peixe que disse adeus, as folhas que pararam de cair, o viajante que terminou sua jornada, o filme que acabou, uma obra finalizada, um coração partido, o CD riscado

Vai e volta, nessa incrível montanha russa, da qual eu já estou ficando enjoada, aquela expectativa, em velocidade baixa, será que vai der certo? Não tem mais volta, já a 200 por hora. E então vem o primeiro looping, tudo fica de cabeça para baixo, parece que vai desmoronar, "é aqui que acaba, obrigada a todos que assistiram", você pensa. 
Mas não.
Tudo volta para o lugar, e por poucos milésimos de tempo, parece que foi tudo acertado, mais nada vai dar errado, ninguém ousa respirar esperando pelo o que vem pela frente. E vira de novo, gritos, risadas, desesperos, emoções.
Seguem-se mais uma lista de altos e baixos, curvas e retas.

Então chega o fim, a adrenalina diz tchau, e o mundo parece fora do lugar até que: "obrigado pela preferência" diz o moço que te ajudou a desamarrar os cintos. E assim você parte, meio tonta da aventura, talvez sinta vontade de ir de novo, talvez não. Talvez precise de um tempo para recobrar os sentidos, talvez parta direto para outro brinquedo, talvez dessa vez prefira ir acompanhada,  mas para que tantos talvezes?
Afinal, estamos falando apenas de montanhas russas, certo?

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