domingo, 24 de agosto de 2014

...questionamentos do dia-a-dia...


Em um dia desses estava eu, navegando no facebook, quando vejo na minha timeline a seguinte frase:

"Case com uma menina que tenha mais livros do que sapatos."

Aquilo me deixou um tanto quanto intrigada. Por que não posso eu ter um armário cheio de roupas, sapatos, maquiagem e ser uma pessoa inteligente e "culta" - como muitos "leitores" se auto-denominam-?
Por que não posso eu gostar de sapatos tanto quando livros? POR QUE?

Sempre quando vejo alguém falar que "prefere livros do que blá-blá-blá" ou que julga outro ser por conta de suas posses, "dá vontade de devolver o Brasil para os índios" como muitos dizem. Quando que beleza e inteligência viraram rivais? Não podem os dois caminharem lado a lado? Seria "inveja"? Hoje no globo- repórter.
Para que isso tudo? Para que tanto preconceito com quem curte esse assunto de "feminices"?

Finalizo dizendo que sim, eu gosto de comprar ROUPAS, SAPATOS, MAQUIAGEM E CONTINUO GOSTANDO DE LIVROS. Uma coisa N-Ã-O impossibilita a outra. Vamos abrir nossas mentes, séculos XXI, o mundo muda, pessoas também e principalmente as ideias, não fiquemos presos no passado.

Caso você seja a pessoa que costuma dizer a segunda frase desse texto, choro por você.

-Desculpem o excesso de aspas, mas achei preciso, hehe-
Até mais,
Aline

Um comentário:

  1. Oi, Aline!
    O Facebook é cheio de frases pseudo-intelectuais. As próprias pessoas que postam não sabem o seu significado!
    Quanto ao sentido da frase em si, ela representa tanto machismo quanto hipocrisia. Machismo pois ajuda criar ideias como: homens que compram sapatos são bem sucedidos e preocupados com a aparência. Mulheres que compram sapatos são consumistas, vaidosas e tolas...

    A hipocrisia reside naqueles que, por achar que leem mais livros que outrem, são inevitavelmente mais inteligentes e superiores. Primeiro, tem pessoas que leem centenas de livros e continuam ignorantes. Já vi isso mais do que eu queria... E, segundo, o leitor realmente inteligente não se utiliza desse argumento para se sobrepor.
    Um livro é um artefato de cultura, não de exclusão social e preconceito. E sim, os bons leitores podem ser também amantes de roupas, acessórios, de festas etc. Tem-se que parar essa mania de caracterizar o leitor como nerd, de seguir os clichês representados no cinema e na televisão...

    Eu normalmente não falo tanto assim, rsrs. Mas o assunto foi legal!

    Abraços,
    Diego.

    pecasdeoito.blogspot.com.br

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