Menu

domingo, 25 de junho de 2017

nota sobre As Brumas de Avalon


((((apenas uma memória em texto para me recordar dessa história no futuro, comprado em 04/2013 lido em 06/2017))))

Contada através das personagens femininas da lenda de Rei Arthur, ou Artur nunca sei; As Brumas de Avalon me apresentou um universo mágico e místico.

No primeiro livro, introduz o leitor a esse mundo, conheci Igraine a moça que tinha tudo pra dar certo e se perdeu no amor de Uther Pedragon; Viviane a Senhora do Lago, servindo a Deusa e a Avalon até o último suspiro; Morgause, manipuladora, egoísta, dona de si; e Morgana.

Morganaaaaaaaaa
Sendo a principal personagem nos quatro livros, é difícil acabar de ler essa história e não sentir falta dela. Alguém que "vi" crescer e viver cada momento da sua vida. Durante todo o trajeto luta com o cristianismo e seu único deus, ignorando o fato de "todos os deuses são um, todas as deusas são uma"; e só entendendo isso de fato no último capítulo, mais precisamente no EPÍLOGO.


O segundo livro é o mais arrastado.
Maldita Guinevere
Morgana some por um tempo e então somos obrigados a compartilhar da companhia de Guinevere; esposa de Artur, ou Arthur. Apaixonada por Lancelote - Melhor amigo de Artur, risos.
Personagem chata, sem sal, preconceituosa, manipuladora a seu jeito e hipócrita.
Não curti essa moça.

Artur.
Nossa moço.
Só foi bom porque tinha Excalibur a seu lado? Por vezes me senti afeiçoada pelo rei, por outras apenas desgosto. No fim, só amores, talvez tarde demais pra começar a gostar de um personagem, rsrs

<<<
Sentimentos especiais a Kevin e Nimue, terceiro livro. História completamente cruel, culpei Morgana pelo o que aconteceu mas perdoei-a logo depois.
>>>

O último livro foi devastador, personagens cansados de viver, querendo que tudo acabasse, mais crueldade e melancolia, me abalou.

Por fim,
Aline você gostou da história, leu os quatro livros em uma semana e desejou que Avalon fosse real. Quase chorou no fim, foi emocionante.
Na próxima vez que for ler recomendo que passe marca-texto nas passagens fofas e profundas porque eu queria colocar uma frase que li, mas não achei. <final do livro 4, isso eu lembro>
Estou com medo de ver o filme e não ser tudo aquilo, talvez eu nem me arrisque.

Até mais,
Aline de 2017

sábado, 17 de junho de 2017

querido diário

nunca tinha experimentado antes
o pânico social
a simples vontade de não querer ver ninguém na sua frente
de não conseguir conversar
de querer que acabe

nunca tinha experimentado antes
abandonar e ser abandonada
simultaneamente

nunca tinha experimentado antes
estar completamente


nunca tinha percebido antes
o peso de uma lágrima
-várias delas
a dor que cada uma traz
a história que cada uma conta

nunca tinha percebido antes
que aos 17 anos eu estou completamente perdida
todo dia tudo muda
nada é constante
exponencialmente caótico

nunca tinha percebido antes
que eu não me importo comigo
e essas realizações malucas
só vêm
quando eu deixo pra trás
alguém

quarta-feira, 14 de junho de 2017

amigos que foram embora


eu não consigo dizer adeus
não consigo cortar laços com quem eu me apego
e eu me apego fácil demais
eu não consigo ver amigos antigos fazendo encontros que todos planejávamos
mas sem mim

é egoísta, eu sei
mas dói

dói porque um dia você confiou sua vida naquelas vidas
um dia você chorou suas lágrimas naqueles ombros
um dia você sonhou com aquelas almas

e tudo acaba
 num sopro
e tudo se substitui
 num toque

e todas as prioridades se reformulam
e tudo se vai
   embora

se tornar uma lembrança para quem já foi tão vívido
é
torturante
é sentir queimar o coração
é sentir se desabando
é sentir perder sua essência


perder uma amizade
é perder uma parte de si

é perder a confiança no mundo
        é desestruturar-se num segundo

mas em um universo paralelo,
eu espero,

todos são felizes
contentes
e sorridentes
compartilhando memes
e vivendo o presente



||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||2017-2017||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

sexta-feira, 9 de junho de 2017

condenados pela probabilidade

e eu quero
que você me console
me conforte
quero que suspire por entre as nuvens
um sopro de alívio

talvez em delírio, por pouco
não confio


eu quero que

tente me prender a essas memórias
a esses
tormentos
-malditos,
      e por vezes violentos


quero que
me beije
me segure
me agarre
e tire meu ar
até eu não aguentar
até você se esgotar

eu quero fogo
eu quero paixão
eu quero sentir
aquele
 <m>seu

coração


eu quero evitar o inevitável
eu quero adiar o amanhã
que eu sei que vai chegar
e eu não vou
querer me explicar


"vamos tentar mais uma vez" você digita
eu largo o celular
e contraio minhas mãos na minha cabeça
desesperadamente
eu não aguento mais
eu não quero mais
lágrimas correm enfurecidas
sem rumo

perdidas


"e então vamos tentar mais uma vez"
é a resposta que sai de mim
é o melhor que consigo fazer

mas
você não sabia?
estamos destinados ao caos
que merda de entropia

por ora
encaixe suas mãos nas minhas
devagar
até o
irremediável
chegar

domingo, 4 de junho de 2017

!1

e se
eu finjo que tento

enquanto
as folhas das árvores
correm com o vento

e se
a chuva esmorece
( ou embrandece?)
a cada lágrima que aqui
desce

e
o tempo se faz lento
os olhares não são mais os mesmos
e os abraços que frisamos,
antes cálidos
agora calados

enfermos

e
como ninguém percebeu
que tu era meu
nem mesmo
eu